Antigamente, a hora de presentear era incrível. Tanto para a pessoa que oferecia, quanto para quem recebia. Como grande parte dos itens eram feitos de forma artesanal, demorava-se para conseguir aquele objeto que, muitas vezes, era tão desejado. Havia quem confeccionasse e personalizasse o próprio presente, para assim, agradar àquela pessoa especial de forma exclusiva. Ou seja, a arte de presentear era parte de um momento único, cheio de afeto e originalidade.

A globalização, produção em massa e os avanços tecnológicos vieram com velocidade avassaladora, reforçando o sistema capitalista e retirando do cenário esse tempero mágico de presentear. Hoje é fácil comprar qualquer objeto em questões de segundos, tanto que aquela personalização e humanização do presente praticamente morreram. Desse modo, conforme as pessoas começaram a vislumbrar a facilidade de compra que a modernidade trouxe, contribuíram para que esse toque pessoal de atenção ao ser humano começasse a fazer falta.

A alternativa para esta realidade está no mercado de experiência, que veio com grande impacto para revigorar o prazer de um presente. Aquela sensação mais intensa, que envolve o cerne humano, a fim de entrar em sua memória e nunca mais deixá-lo esquecer. Graças a esse novo negócio, a essência dos presentes do passado está voltando.

Algumas frases interessantes em blogs sobre a arte de presentear:

É uma demonstração de carinho que melhora a relação de presenteador e presenteado.  (P. Florindo)

O que importa mesmo é o significado dele para a pessoa que vai recebê-lo. (P. Florindo)

Mais do que dizer o que eu gosto ou deixo de gostar, o essencial desse post é entender que acredito que escolher um bom presente seja uma ARTE. Demanda muito mais tempo e paciência do que dinheiro. É raro encontrar uma pessoa que se empenhe na hora de escolher um presente. Eu me esforço, rodo a cidade inteira, busco os interesses do aniversariante, mas não posso dizer que tenho esse dom. Quando gosto e acho que tem a cara da pessoa, compro pra dar depois, porém isso nem sempre é bom, principalmente quando não se pode trocar o presente. (Luiza Boudoir)

De acordo com o guru do marketing, Philip Kotler, estamos na era da humanização, pois as pessoas querem mais carinho e atenção. Essa valorização do ser humano pode ter inicio ao prestigiar alguém com uma experiência única, algo que lembre o valor da vida e que somos pessoas, não máquinas.